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Written by 08:00 Agronegócio

Como o alto custo com a logística diminui a competitividade do agro?

competitividade do agro

O modal rodoviário é ineficiente para longas distâncias e altos volumes, trazendo custos competitivos ao Brasil quando comparado a seus concorrentes, prejudicando principalmente o agronegócio. Mesmo assim, o setor apresentou crescimento acima da média nacional em 2023. O questionamento que fica é: onde o agro poderia chegar com uma boa malha logística? 

Veja mais a seguir.

Qual a relação entre o agronegócio e a logística do Brasil?

Especialistas em logística concordam que o Brasil enfrenta um padrão ineficiente em termos de redução de custos e crescimento econômico. A infraestrutura deficiente aumenta os custos de transporte, que representam 13% do PIB brasileiro, comparado a 8% nos EUA​.

O agronegócio responde por 34% dos fretes na plataforma Frete.com, maior plataforma online de fretes da América Latina. Os pontos atrativos das rodovias, como boa oferta de caminhões e certa flexibilidade por conta da vasta cobertura geográfica das estradas, não compensam suas deficiências como: dependência das condições das estradas; impacto ambiental; riscos de roubo e acidentes e volume limitado dos caminhões. 

O agro foi o destaque do PIB nacional em 2023, crescendo 15,1%, enquanto o PIB geral cresceu 2,9%. Com uma logística mais eficiente, os resultados poderiam ter sido ainda melhores. Implementar medidas para modernizar a infraestrutura logística é essencial para reduzir custos e promover o crescimento econômico, atraindo novos investimentos e melhorando a competitividade do Brasil no cenário global.

Números da Ineficiência

A matriz de transporte brasileira, predominantemente rodoviária, coloca o país na pior posição entre as 20 maiores economias do mundo em termos de custo de transporte em relação ao PIB. Segundo o Valor Econômico, o agronegócio destina 20,7% do seu faturamento aos custos logísticos, posicionando-o entre os setores mais afetados.

Um exemplo claro dessa ineficiência é o custo para transportar soja e milho de Sorriso (MT) até a China via porto de Santos. O gasto nesta operação chega a aproximadamente US$138 por tonelada. Desses, US$103 são derivados dos custos rodoviários. Esse valor é US$62,5 superior ao custo enfrentado pelos produtores de Illinois para o mesmo destino.

Se for escolhida a opção de levar grãos de Sorriso, por caminhão e barcaças até Barcarena (PA), cerca de 2.000 km, o  custo seria de US$82 por tonelada. Neste caso, o frete marítimo adiciona mais US$40, totalizando US$122 por tonelada. Em contraste, os produtores de Córdoba, na Argentina, utilizam trem e navio para escoar a produção e gastam apenas US$79 por tonelada para enviar grãos à China.

Como melhorar?

O sistema de transporte brasileiro, com foco excessivo no modal rodoviário (cerca de 60%), expõe falhas crônicas que oneram a economia e a competitividade nacional. A diversificação da matriz, com ênfase no transporte ferroviário, é crucial para reverter esse quadro, e para tanto é preciso de maiores investimentos que busquem dar capilaridade e densidade ao sistema de ferrovias.

O modal ferroviário apresenta amplas vantagens perante o modelo rodoviário. Dentre elas pode-se destacar redução do custo, maior capacidade de transportar altos volumes, ausência de problemas derivados de trânsito, menos poluição e mais segurança para a carga. Deste modo, é claro que o agronegócio com o alto volume de grãos que transporta anualmente, seria beneficiado pela expansão das ferrovias no Brasil. 

Na busca de melhorar a eficiência logística brasileira, a Docket pode auxiliar sua empresa a gerir melhor o controle de alvarás de operação, emitir e ter acesso aos documentos regulatórios necessários e garantir que toda a questão burocrática do transporte esteja correta com garantia de segurança, qualidade e agilidade. 

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