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O Papel das cooperativas de crédito na retomada econômica do Rio Grande do Sul

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As cooperativas de crédito desempenham um papel determinante na reconstrução do Rio Grande do Sul. Por meio de linhas de financiamento mais acessíveis, proximidade aos clientes e uma função social contundente, as cooperativas devem ser cruciais para retomada do estado.

Veja mais a seguir.

Visão geral

As enchentes no Rio Grande do Sul se tornaram uma das maiores catástrofes climáticas da história do Brasil. Este evento teve um impacto significativo no agronegócio, refletindo-se na inflação. Além disso, destruiu a infraestrutura das cidades e fez com que muitas famílias perdessem seus bens e suas residências.

Neste cenário catastrófico, as pessoas que habitam as cidades afetadas não conseguiram retomar os seus afazeres, pois o estado segue em situação delicada. Deste modo, não existem condições para que empresas, fábricas e as mais variadas atividades retomem suas funções. Neste contexto, grande parte das pessoas que sofreram as consequências das enchentes, não conseguem voltar ao trabalho e, consequentemente, não dispõem de renda.

Diante disso, linhas de crédito mais vantajosas são essenciais para que as pessoas possam reformar suas casas e comprar novos móveis e bens pessoais. O Estado do RS também precisa restabelecer sua capacidade de investimento para reconstruir a estrutura pública afetada, exigindo um volume significativo de recursos.

O papel das cooperativas de crédito na crise do RS

Em um movimento proativo para auxiliar na reconstrução do Rio Grande do Sul, as cooperativas de crédito do estado conquistaram a inclusão no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Mediante medida provisória, as instituições passam a oferecer crédito com taxas de juros mais baixas, em conjunto com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Foi liberado por parte do Governo Federal cerca de R$1 bilhão em subvenção para concessão de desconto em juros de créditos garantidos pelo Pronampe, até que as concessões atinjam R$2,5 bilhões de reais. A medida visa facilitar o acesso ao crédito para micro e pequenas empresas gaúchas, para que em um primeiro momento elas consigam arcar com seus custos e depois consigam retomar a produção.

O presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul  (FEDERASUL), Rodrigo Sousa Costa, pontuou que se não forem disponibilizados recursos “haverá uma onda de demissões no Estado já que as empresas não faturaram”. Com isso, o papel das cooperativas se torna decisório para que a situação não se agrave ainda mais. 

E os bancos? 

Apesar das cooperativas de crédito oferecerem os mesmos serviços que os bancos, o modelo de negócio de ambos é significativamente distinto: as cooperativas não objetivam acumular lucros no longo prazo, pois o recurso que não é utilizado é distribuído como sobra aos cooperados. Deste modo, a flexibilidade em alterar as taxas que as cooperativas têm é muito superior à dos bancos. 

Outro ponto relevante é o fato das cooperativas captarem crédito de instituições públicas como BNDES e FINEP,  tornando o crédito mais barato e com spreads menores, gerando uma relação público-privada muito mais forte. 

Além disso, no caso específico do RS, as cooperativas estão presentes em praticamente 98% das cidades do estado. Este modelo de negócios, que reúne taxas de juros menores, maior contato com o público e menor necessidade de acumular lucros, coloca as cooperativas à frente dos bancos em eventos extremos que demandam crédito mais rápido e com condições mais flexíveis. 

Para que a cessão de crédito seja ainda mais eficiente, a Docket presta serviços de gerenciamento, leitura e emissão de documentos utilizando IA, garantindo segurança e qualidade para as empresas.

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