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Como fica a inflação dos alimentos com as enchentes do RS?

inflação dos alimentos

A tragédia no RS pode aumentar a inflação no curto prazo principalmente por conta dos efeitos da queda na oferta agrícola, mas os impactos não devem ser duradouros. Governo  articula medidas para reconstrução do estado e recuperação econômica da região afetada.

Veja mais a seguir.

Visão geral sobre o caso

As intensas chuvas no Rio Grande do Sul, que causaram enchentes catastróficas, resultam de um fenômeno atípico: uma onda de calor na região central do país, combinada com alta pressão atmosférica, impede o avanço das frentes frias, estagnando as chuvas na região Sul por vários dias.

A duração e a intensidade do período de chuvas também são atípicas. As chuvas persistem no Rio Grande do Sul há mais de duas semanas, e novos temporais estão previstos. A história brasileira nunca enfrentou um evento climático tão drástico e persistente, com cerca de 80% do território do estado afetado.

Além da perda de vidas e da destruição da infraestrutura e de bens públicos e privados, analistas estão preocupados com o risco de inflação de alimentos. O Rio Grande do Sul é um importante produtor de arroz (70% da oferta nacional), trigo (45% da produção brasileira) e soja (cerca de 15% do que se produz no país).

Enchentes no RS, agronegócio e inflação de alimentos

O prejuízo estimado na agricultura do RS já alcança R$1,3 bilhão, mas é necessário cautela ao avaliar o impacto do evento na economia nacional. O Bradesco destaca que o setor mais afetado será a agropecuária, com previsão de queda de 3,5% em 2024, com riscos inflacionários localizados.

Além disso, o estado do Rio Grande do Sul tem um peso de cerca de 8,6% no índice oficial de inflação, o IPCA. Ainda segundo o banco, a  tragédia pode aumentar a inflação em cerca de 0,06%, movimento que deve ser rapidamente revertido.

Um fator que deve aliviar as pressões inflacionárias é que cerca de 80% da safra de arroz já havia sido colhida quando as inundações começaram. Além disso, Anderson Belloli, da Federarroz-RS, assegura que não há risco de desabastecimento. 

Em relação à atividade econômica, o Bradesco projeta que a tragédia pode reduzir o crescimento previsto do PIB nacional entre 0,2% a 0,3%, anteriormente estimado em cerca de 2%. Cabe apenas observar que devido a extensão e magnitude do evento ainda é cedo para tirarmos conclusões mais precisas.

O que pode ser feito para amenizar os efeitos econômicos?

A despeito da gravidade do evento, os efeitos macroeconômicos das enchentes devem ser limitados. A atuação governamental é crucial para mitigar esses impactos e até reverter as previsões pessimistas quanto ao crescimento da economia.

Entre as medidas tomadas pelo Governo Federal para auxiliar o RS, estão: o congelamento das dívidas do RS por 3 anos, visando garantir alívio financeiro para reconstrução do estado; dispensa da apresentação da Certidão Negativa de Débitos para facilitar o acesso ao crédito, contratações e renegociações em instituições financeiras públicas; e aporte de R$ 200 milhões para que os fundos de estruturação de projetos dos bancos públicos possam apoiar e financiar projetos de reconstrução de infraestrutura no estado e nos municípios afetados.

Fica evidente a necessidade de crédito para reconstrução da vida no RS, e nesse sentido a Docket pode ajudar. A busca, emissão e leitura de documentos realizada pela Docket, utilizando inteligência artificial, acelera a liberação de crédito aos solicitantes. Esse processo mais ágil tem potencial de facilitar a reconstrução do Rio Grande do Sul e permitir a retomada da agricultura no estado.

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