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Lucros e dividendos das seguradoras estão em risco após as enchentes

lucros e dividendos

No início dos eventos climáticos no Sul, previa-se que as seguradoras teriam que cobrir o maior sinistro da história. Contudo, essa previsão mudou, já que muitos contratos de seguro não preveem indenizações para este tipo de situação, e as seguradoras não devem arcar com custos tão altos como se imaginava há algumas semanas.

Veja mais a seguir.

Visão geral

O mercado de seguros é um dos principais setores da economia brasileira. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), no primeiro trimestre deste ano, a arrecadação das seguradoras cresceu 13,7% em comparação ao período homólogo, alcançando R$103 bilhões, excluindo a Saúde Suplementar.

O aumento na arrecadação é acompanhado também pela diminuição dos pagamentos aos segurados. O setor pagou por volta de R$56,9 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios. Este volume é 5% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Essa redução pode ser atribuída principalmente à queda de 9% nos resgates dos planos de Previdência Aberta da Família VGBL.

Apesar do início positivo do ano para o mercado de seguros, há grande preocupação em relação aos eventos no Sul do Brasil. No início da tragédia, estimava-se que as indenizações decorrentes desses eventos poderiam chegar a R$10 bilhões, configurando a maior perda da história para a indústria de seguros no país. Neste cenário, os lucros e dividendos das seguradoras poderiam ser impactados, mas será que essa ainda é a tendência?

Como irão se comportar as seguradoras? 

Muitas casas e automóveis foram severamente danificados ou destruídos durante as enchentes no Sul. Como residências e carros são os principais produtos das seguradoras, espera-se um aumento significativo na demanda por sinistros e acionamentos de seguros.

No entanto, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) destaca que contratos de seguros mais básicos geralmente não cobrem eventos climáticos. Em seguros residenciais básicos, são cobertos situações como incêndio, queda de raio, explosão e danos elétricos. Para seguros de automóveis, as coberturas básicas incluem roubo e furto, mas não necessariamente danos por enchentes.

As primeiras previsões de uma “explosão” nos valores pagos pelas seguradoras devido às enchentes no Sul não devem se concretizar. Neste cenário, menos complexo para as seguradoras, espera-se por uma diminuição relativamente menor nos lucros. Por outro lado, por razões óbvias, espera-se por um aumento no volume de indenizações pagas pelas seguradoras, com desembolsos que envolvem tanto contratos mais básicos, quanto os completos, que originalmente cobriam eventos climáticos. Entretanto, mesmo com o crescimento dos pagamentos, eles provavelmente serão inferiores aos R$10 bilhões estimados anteriormente.

Perspectivas

A tendência é de que muitas indenizações não sejam atendidas, amenizando o impacto negativo das enchentes para as seguradoras. Planos de seguro mais completos e complexos, que geram gastos elevados para cobrir os graves problemas causados pelas enchentes, representam uma menor parcela dos contratos.

Assim, a redução nos lucros das seguradoras será mais moderada do que inicialmente previsto, atenuando a perda no pagamento de dividendos aos acionistas.

É importante destacar que depois dos acontecimentos no Sul, o mercado de seguros deve passar por uma alteração no modelo de negócios. A tendência é que clientes optem por contratos mais robustos para obter uma maior cobertura em situações extremas. As seguradoras, por sua vez, poderão implementar taxas adicionais para cobrir casos de infiltrações, alagamentos e enchentes.

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