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Construção civil em alta: perspectivas positivas para o mercado de trabalho em 2024

imagem ilustrativa sobre o artigo mercado de trabalho na construção civil.

Setor projeta crescimento em 2024, impulsionado pela redução no índice de desemprego e expansão na geração de empregos.

Segundo a Pnad Contínua, o Brasil encerrou o ano de 2023 com taxa de desemprego de 7,4%, patamar mais baixo para o período desde 2014 e com recorde histórico de trabalhadores ocupados. 

O mercado de trabalho na construção civil seguiu a corrente positiva e aumentou o número de empregados no último trimestre monitorado, já são mais de 7 milhões de trabalhadores e as perspectivas para 2024 são boas.

Acompanhe a análise a seguir. 

Overview da Pnad Contínua Trimestral

A taxa de desocupação de 7,4% representa uma queda de 0,3 ponto porcentual (p. p.) em relação ao trimestre de julho a setembro de 2023 (7,7%) e 0,5 p. p. frente ao mesmo trimestre de 2022 (7,9%). Em números absolutos, a população desocupada no ano totalizou 8,5 milhões de pessoas, caindo 1,8 milhão (-17,6%) frente a 2022.

A população ocupada, por sua vez, chegou ao maior patamar da série histórica, iniciada em 2012, ao atingir 100,7 milhões de pessoas em 2023. Esse número representa um crescimento de 3,8% na comparação com o ano anterior. 

Já a taxa anual de informalidade mostrou um recuo em relação a 2022, passando de 39,4% para 39,2%. Contudo, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado cresceu nesse período, chegando a 13,4 milhões (5,9%).

imagem ilustrativa do artigo sobre mercado de trabalho na construção civil.

Desempenhos Regionais

Em 2023, 26 das 27 unidades da federação registraram queda na taxa de desemprego, com destaque para o Acre (-4,9 p.p.), o Maranhão (-3,5 p.p.) e o Rio de Janeiro e Amazonas (ambos -3,2 p.p.). Por outro lado, o único estado onde a taxa de desocupação cresceu foi Roraima (1,7 p.p.).

Ao mesmo tempo, 25 estados registraram queda no número de desocupados. Enquanto Mato Grosso do Sul se manteve estável (0,0%), em Roraima, o número de pessoas em busca de trabalho cresceu 38,5% no ano. As maiores quedas nesse contingente foram registradas no Acre (-45,7%), no Espírito Santo (-34,1%) e no Maranhão (-29,7%).

Seis estados responderam por cerca de 60% da ocupação do país: São Paulo (24,3%), Minas Gerais (10,7%), Rio de Janeiro (8,1%), Bahia (6,0%), Paraná (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,8%).

Desempenho do mercado de trabalho na construção civil

Segundo o IBGE, o país encerrou o ano com cerca de 7,44 milhões de pessoas empregadas no setor de construção civil. Trata-se de um avanço de 2,7% em relação ao trimestre encerrado em setembro de 2023 e de 1,0% em relação ao mesmo período do ano passado.

Tal evolução pode ser creditada, em parte, ao processo de diminuição da taxa básica de juros. Em agosto de 2023, com algum atraso evidente, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu iniciar o ciclo de cortes da Selic, que encerrou 2023 a 11,75% e atualmente encontra-se em 11,25%.

Os dados extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sugerem a mesma dinâmica, de melhora no segundo semestre do ano passado.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estoque de pessoas empregadas no setor de construção civil alcançou 2,58 milhões em dezembro de 2023, um volume cerca de 4,96% superior ao registrado no mesmo mês de 2022.

mercado de trabalho na construcao civil 3

Perspectivas para a Pnad Contínua e o setor de construção em 2024

O ano de 2023 mostrou um recuo contínuo da taxa de desocupação, que foi reduzida de 8,4% no mês de janeiro para o atual patamar de 7,4%. A projeção do mercado para o início de 2024, contudo, é que o desemprego apresente um leve avanço ao longo dos próximos meses, atingindo o patamar de 7,7%.

À medida que 2024 se desenvolve, espera-se que a desocupação volte a recuar, puxada pelo crescimento advindo do ciclo de cortes da Selic e da expansão da oferta de crédito. Como consequência, o ano deve encerrar com um nível de desocupação de 7,1%.

Indicadores apontam futuro promissor no setor de construção civil

A redução do desemprego e o aumento no número de pessoas ocupadas, juntamente com a resposta positiva às políticas monetárias, indicam uma recuperação robusta e uma possível fase de expansão para a economia do país.

Neste contexto, é crucial que as empresas do setor se preparem adequadamente para maximizar sua eficiência operacional e conformidade regulatória. Uma etapa fundamental nesse preparo envolve a otimização da gestão de documentos, essencial para garantir a agilidade e a conformidade dos projetos em um ambiente de mercado em constante mudança.

No setor de construção, a expectativa é de que haja uma dinâmica favorável, contando não apenas com a redução da taxa de juros, mas também com o aumento da massa salarial, além de eventuais apoios vindos do governo, como o FGTS futuro.

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