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Nordeste é protagonista do novo capítulo do desenvolvimento brasileiro

Análise - Economica

Apesar das taxas de crescimento modestas de PIB e PIB per capita nos últimos anos, as expectativas para o Nordeste são positivas. Os investimentos de R$700 bilhões do novo PAC podem estimular o crescimento no curto prazo e garantir infraestrutura robusta para atrair investimentos privados no longo prazo.

Veja mais a seguir.

Visão Geral do Nordeste Brasileiro

O Nordeste brasileiro é composto por nove estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. A região abriga cerca de 60 milhões de pessoas, aproximadamente 30% da população brasileira.

Segundo artigo do IBRE da Fundação Getúlio Vargas, a participação do Nordeste no PIB brasileiro foi de 14,5% em 2017 e caiu para 14,2% em 2020, sendo a região com o terceiro maior PIB do país, atrás do Sudeste e do Sul. Apesar desta boa colocação em relação às outras regiões do Brasil, os estados nordestinos apresentam baixos níveis de PIB per capita, figurando entre os dez menores do país na média de 2002 até 2020.

A despeito do baixo PIB per capita, a região vem dando sinais de avanços socioeconômicos. Com exceção dos estados do Rio Grande do Norte e Sergipe, os demais estados do Nordeste apresentaram taxa de crescimento médio anual do PIB por pessoa acima da média brasileira entre os anos de 2002 e 2020.

Nordeste: A Nova Rota de Investimentos no Brasil?

A tendência de melhora do PIB per capita dos estados nordestinos deve continuar nos próximos anos. Paulo Câmara, Presidente do Banco do Nordeste (BNB), prevê um crescimento superior a 50% para esta métrica até 2030. As expectativas positivas para o Nordeste decorrem dos significativos investimentos públicos e privados previstos para a região, que podem revolucionar seu desenvolvimento socioeconômico. 

A maior parte dos investimentos será público, impulsionada pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que irá destinar cerca de R$700 bilhões para a região até 2026. Os recursos do novo PAC, destinados ao nordeste, estão direcionados a obras prioritárias, especialmente em infraestrutura de transportes, como a conclusão de duplicações de rodovias federais. O programa Minha Casa Minha Vida será um ponto de destaque na região, abrangendo todos os nove estados.

Entretanto, mesmo antes da efetivação dos programas governamentais, o fluxo de investimentos no Nordeste já vem aumentando. Um exemplo é o anúncio da BYD sobre a construção de uma unidade produtiva em Camaçari, Bahia, com investimentos na ordem de R$3 bilhões.

Ganhos Agora e Ganhos no Futuro

Os investimentos do novo PAC visam resolver gargalos produtivos do Nordeste, como estradas e ferrovias deterioradas ou inacabadas, que impedem o progresso da região. Melhor infraestrutura tende a permitir produção mais barata e eficiente para as empresas, criando uma base para futuros investimentos privados. Assim, o alto volume despendido agora pode resolver grande parte dos problemas estruturais do Nordeste, atraindo novas oportunidades.

No curto prazo, os projetos devem gerar maior renda para a economia nordestina, devido à alta propensão ao consumo dos trabalhadores que serão empregados, promovendo um elevado efeito multiplicador. Dessa forma, além de tratar questões estruturais de longo prazo, os novos investimentos têm a capacidade de dinamizar a economia nordestina no curto prazo, aumentando as taxas de crescimento do PIB e do PIB per capita.

Para efetivar esses investimentos, sejam públicos ou privados, é necessária a emissão, interpretação  e gestão  de documentos. A Docket pode descomplicar as operações que demandam documentos, automatizando os processos garantindo agilidade, eficiência e produtividade. 

No mercado de Real Estate, a Docket destrava operações de Due Diligence imobiliária, reduzindo o SLA’s por meio de uma emissão centralizada de documentos, além do uso do Leitor de Certidão de Matrícula de Imóvel, que em menos de 1 minuto é capaz de interpretar os dados mais estratégicos de um documento padrão de seis páginas, caso dos gravames e histórico de proprietários. 

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