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Preços agrícolas sobem no RS, mas efeito deve ser temporário

Preços agrícolas

As adversidades climáticas no Rio Grande do Sul irão prejudicar a safra agrícola e podem elevar os preços de culturas produzidas no estado no curto prazo. Contudo, é necessário avaliar com cautela o impacto desse evento na economia em geral. A expectativa é que os efeitos inflacionários e de crescimento econômico sejam diluídos no longo prazo. 

Veja mais a seguir.

Visão geral

As recentes chuvas intensas no Sul do Brasil são resultado de um cenário climático peculiar. Uma onda de calor na região central do país, associada à alta pressão atmosférica, impede o avanço das frentes frias. Isso leva à estagnação das chuvas na região Sul por vários dias. 

Esses eventos naturais se tornam mais impactantes devido à falta de infraestrutura e investimentos em medidas preventivas para lidar com questões climáticas. As inundações atingiram diretamente a vida de milhões de brasileiros e também podem influenciar a economia brasileira. 

Diversos especialistas estão receosos com os efeitos nocivos que a tragédia ocorrida no Sul possam gerar na economia nacional. Atualmente o Rio Grande do Sul representa 5,9% do PIB brasileiro, e a principal preocupação no âmbito econômico está na possibilidade de subida de preços agrícolas e consequente inflação de alimentos. 

Impactos socioeconômicos das chuvas no RS na produção da região

No estado do Rio Grande do Sul, as principais culturas agrícolas incluem soja, arroz, trigo e milho. O arroz se destaca, representando cerca de 70% da produção nacional. Até o momento, aproximadamente 80% da safra já foi colhida, e o governo do RS  visa importar arroz caso necessário, o que tende a mitigar os impactos da inflação nesse setor.

O Rio Grande do Sul tinha previsão de produzir 21,8 milhões de toneladas de soja nesta safra, conforme informações da Conab. No entanto, devido à crise climática em curso, estima-se uma redução de 6% na colheita, de acordo com dados do Datagro.

Preços agrícolas

Impactos macroeconômicos

Os riscos macroeconômicos da tragédia que ocorre no RS parecem ainda estar sob controle, por mais que alguma elevação de preços pareça inevitável. Todavia,  o presidente da Federação da Agricultura do RS (Farsul), Gedeão Pereira, estima que não há risco de desabastecimento de arroz nos próximos 10 meses. 

Fábio Queiróz, presidente da  Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), pontua que no atacado os preços do arroz já subiram 10% mas ainda não foram repassados. Mesmo assim, é preciso calma para compreender que os efeitos econômicos tendem a ser transitórios e de curto prazo.

Atualmente, a XP analisa que os efeitos em culturas como arroz e soja serão intensos, mas localizados e de curto prazo. No entanto, apesar da possível inflação dessas produções diretamente afetadas, é crucial exercer cautela para avaliar os impactos em nível nacional.

Dessa forma, preveem um acréscimo de 0,1 ponto percentual na inflação para o final do ano e quanto ao crescimento do PIB mantiveram a previsão de 2,2% mesmo ponderando os efeitos negativos no RS.

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