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Written by 16:41 Agronegócio

Entre chuvas e desafios: o cenário da agricultura brasileira na safra 2023/2024

agricultura brasileira safra 2023 2024

Altos e baixos enfrentados pela agricultura brasileira em janeiro revelam o impacto das condições climáticas e as expectativas para a safra 2024. Veja mais!

Durante as primeiras três semanas de janeiro, a maioria das áreas agrícolas do país recebeu chuvas frequentes e em grandes volumes. Isso foi benéfico para a restauração e manutenção da umidade do solo. Essas condições climáticas proporcionam um ambiente favorável para a semeadura e crescimento das culturas da primeira safra. 

Contudo, a combinação de poucas chuvas e altas temperaturas nas regiões Semiáridas do Nordeste, assim como em partes de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, pode ter limitado o desenvolvimento de algumas plantações. Entenda melhor esse acontecimento na nossa análise de hoje.

Overview do monitoramento da agricultura brasileira

Após uma safra recorde no primeiro semestre de 2023, os últimos meses do ano anterior foram marcados pelos impactos do fenômeno El Ñino sobre o clima brasileiro. Isso provocou tanto excessos de chuva quanto secas em regiões distintas do território nacional.

O Monitoramento Agrícola de janeiro de 2024, produzido pela Conab, apontou um nível de chuvas acima da média na maioria das regiões do Brasil. Isso contribuiu para a recuperação e a manutenção do armazenamento hídrico no solo, favorecendo a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

Um dos principais métodos de averiguação das condições da safra é o Monitoramento Espectral, que utiliza imagens de satélites para avaliar o Índice de Vegetação (IV) e anomalias existentes em relação aos anos anteriores. A análise indica uma condição satisfatória no desenvolvimento das lavouras, com predominância de anomalias positivas nas principais regiões produtoras.

Os menores índices de chuva e altas temperaturas na Região Nordeste e alguns outros estados restringiram o desenvolvimento de parte das lavouras. Porém, o resultado geral para o mês pode ser considerado positivo quando se considera a tendência geral.

Estado das principais colheitas do Monitoramento Agrícola 

☁️ Algodão: a semeadura e o desenvolvimento das lavouras foram favorecidos pelas chuvas regulares e intensas em grande parte das regiões produtoras. A colheita foi iniciada em alguns estados, com boa qualidade dos fios.

🌽 Milho Primeira Safra: as lavouras se encontram em diferentes estágios fenológicos, desde a floração até a maturação. As condições climáticas foram variáveis, com períodos de estresse hídrico e altas temperaturas em algumas áreas. A colheita progrediu em alguns estados, com produtividades variadas.

🌽 Milho Segunda Safra: a semeadura progride conforme a colheita da soja. O clima adequado tem contribuído para o desenvolvimento vegetativo das lavouras. Ainda dependem de chuvas suficientes para o enchimento dos grãos.

🌾 Soja: a colheita foi iniciada em alguns estados, com produtividades mais baixas em áreas afetadas pela falta de chuvas e altas temperaturas no início do ciclo. As lavouras apresentam condições distintas nas diferentes regiões, refletindo a diversidade de condições agronômicas e climáticas enfrentadas.

🍚 Arroz: a semeadura foi finalizada em todas as áreas de produção. As lavouras apresentam bom porte e vigor, mas com alguns problemas fitossanitários e alterações no ciclo. A colheita foi iniciada em algumas áreas, com boa qualidade dos grãos.

Expectativas da safra 

Apesar dos números positivos em janeiro, as expectativas gerais continuam negativas para a safra de  2024. As projeções acerca do El Ñino, principal responsável pelo clima adverso dos últimos meses, indicam que o fenômeno deve perdurar até o mês de abril.

Ao mesmo tempo, surgem indícios de que a agricultura brasileira pode sofrer ainda com o início da La Ñina. Ela é outro dos principais fenômenos meteorológicos, que pode ter início no mês de agosto deste ano.

A despeito do contexto, porém, o preço da soja, principal commodity agrícola do Brasil, segue em queda no mercado internacional, tendo recuado mais de 5,0% no último mês.

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