Desafios e projeções para o Agronegócio segundo o Ministério da Agricultura

20/04/2021
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Grandes desafios do agro demandam uma gestão organizada e linear para atingir bons resultados quanto a logística, cultura e governança.

O ano de 2020 foi muito conturbado devido à pandemia do Novo Coronavírus, que não só devastou a economia mundial, forçando muitos a encontrar novos meios de trabalho, mas também tirou inúmeras vidas. Apesar de índices negativos na estimativa do PIB do comércio, no Brasil o impacto poderia ter sido muito pior se não fosse a força e o crescimento do Agronegócio. A pecuária e a agricultura foram os setores destaques para que a queda na economia não fosse tão agressiva, isso porque eles são responsáveis pela fomentação do mercado externo e neste período obtiveram um aumento nas exportações a preços jamais vistos antes, de acordo com pesquisadores do CEPEA – Centro de Estudos Avançados em Economia aplicada.

De acordo com José Angelo Mazzillo Júnior, Secretário Adjunto do Ministério de Agricultura, “o nosso agro está pronto para responder não só às crises internas, como a crises internacionais também”. 

Em dados publicados pela CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o Brasil fechou o ano com saldo positivo, com o Valor Bruto da Produção (VBP) em 17,4%, empregos formais com mais de 102.911 novas vagas e o PIB do agro fechou o ano com crescimento de 9,9%. 

Mesmo com um cenário positivo no ano de 2020, o agro ainda conta com inúmeros desafios e dificuldades em seu segmento para 2021, um deles é o mercado de crédito, onde consistem inúmeros entraves burocráticos nas atividades de intermediações financeiras. 

Para José Angelo, o crédito fornecido para o setor ainda é um problema. “O Crédito chega caro, em conta gota, é escasso e difícil para operacionalizar.” Além disso, ele comenta: “O mercado privado de crédito é muito mal desenhado, impedindo que o investidor consiga atingir o produtor rural como poderia”.

A logística do setor também  chama a atenção de forma negativa, como um dos desafios a serem enfrentados, visto que o mesmo não conta com a infraestrutura necessária para um transporte eficiente e com valores de frete acessíveis. 

Neste caso, o transporte pode tornar-se um grande inimigo quando aliado a fatores de trânsito que geram o atraso da entrega, colocando em risco a qualidade do produto e às condições básicas das estradas, muitas das vezes danificadas,  que interferem diretamente  no estado de conservação dos grãos. 

“A logística ainda é um obstáculo, o agro demanda o transporte de grandes volumes, muitas vezes perecíveis. Então, a logística racional, intermodal, o armazenamento adequado de câmaras frigoríficas e tudo que é necessário para que o produto saia da fazenda de forma rápida e barata e chegue ao consumidor final com qualidade ainda é um tremendo desafio.”, afirma o Secretário. 

Pesquisa desafios do Agro em 2021

Além disso, José Angelo aponta que a cultura do próprio setor deve demonstrar as melhores práticas de gestão para o segmento. “Não temos que ser apenas os melhores pagadores como somos para os sistemas financeiros. Nós temos que demonstrar trazendo as melhores práticas de gestão para dentro da porteira”. 

É visto no agronegócio um grande potencial para tornar-se o maior exportador de alimentos do mundo. Para isso, a digitalização dos processos do campo foi apontada como potencializadora deste crescimento, uma vez que a tecnologia de informação é um fator predominante para  otimização dos processos de governança e gestão. 

“Trouxemos a CPR para o lado digital. Ou seja, a partir de 2023, a Cédula de Produto Rural passará a ser uma operação 100% escritural. E isso é muito bom porque leva informações de qualidade para quem pode emprestar dinheiro para o Agro, para que esses investidores possam mensurar os riscos que irão correr emprestando para o agricultor A,B ou C.” enfatizou o Secretário. 

Portanto, as três maiores dificuldades que o agronegócio encontra hoje estão na logística, cultura do setor e governança. Grandes desafios que exigem o equilíbrio entre a produtividade, tecnologia, sustentabilidade, normas, acesso ao crédito, entre outros processos. Ou seja, estas são questões que demandam uma gestão horizontal e organizada.

A Docket é uma legaltech que investe constantemente em inovação, e entende que as dificuldades sobre estas operações podem se iniciar na gestão operacional interna de uma empresa, gerando dificuldades para visualização de dados importantes e prazos.

Por isso, com o objetivo de trazer mais celeridade a toda a  esteira de processos do agro e, desta forma, garantir o impacto positivo em toda sua cadeia operacional, a Docket investe cada vez mais em novas tecnologias de informação que seguem colaborando com a aceleração de processos, produtividade no campo e, na esteira de rentabilidade  do agronegócio.

Secretário Adjunto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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