Gestão de risco de crédito: 6 dicas

22/01/2020
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Gestão de risco de crédito: 6 dicas

A gestão de risco de crédito é um fator de grande importância com o qual as empresas precisam lidar. Se for feita da maneira correta, por meio de modelos de gestão apropriados, é possível proporcionar mais segurança aos seus negócios e cumprir com os requisitos regularmente para concessão do crédito.

A análise de crédito é, basicamente, a avaliação da probabilidade de um cliente faltar com os pagamentos de qualquer tipo de dívida. A inadimplência se faz presente em praticamente todas as modalidades de transações financeiras que, de alguma maneira, tenham a confiança como um dos fundamentos.

Pode-se afirmar que a gestão é o conjunto de práticas voltadas não somente à redução dos riscos, mas a toda estruturação da empresa para lidar com os riscos e seus eventuais danos. 

Para que possa entender qual o risco oferecido pelas concessões de crédito, é fundamental fazer uma avaliação do cenário e reconhecer os impactos que podem ser causados à sua empresa.

Confira agora 6 dicas que devem ser aplicadas para garantir uma boa gestão de risco de crédito:

6 dicas de gestão de risco de crédito

1. Classificar os perfis

A avaliação do histórico, do perfil financeiro e da reputação no mercado do cliente é uma estratégia bastante comum nas empresas de crédito. 

No caso da análise de crédito, a organização que é cliente e apresenta dados desfavoráveis, ao requisitar um crédito novo, deve ser classificada com perfil de risco. Assim, em solicitações futuras, uma análise minuciosa deverá ser feita. 

2. Atualizar e monitorar 

Possuir somente uma política de crédito dentro da empresa não é o suficiente. Com o passar dos anos, o documento, assim como qualquer outro processo, se torna desatualizado. 

Assim, é preciso que a política seja monitorada e reavaliada com o passar do tempo. Atualize o documento e as práticas de prevenção de risco sempre que for necessário. 

3. Definir os limites de crédito

A saúde financeira da empresa e a garantia de sua preservação dependem de práticas e tomadas de decisão conscientes. Em momentos de crise, é necessário ser mais criterioso.

Para evitar que a organização passe por problemas no futuro e tenha grandes prejuízos com a inadimplência, é essencial definir um limite seguro de crédito.

Estudar a viabilidade de crédito possível para o faturamento do cliente solicitante e definir um valor limite para o caso em específico é importante, além de levar em consideração a capacidade de pagamento que o cliente tem. Dessa forma, pode-se evitar que um crédito acima do que o cliente possa pagar seja liberado.

Além disso, outra forma de criar um limite é avaliando quanto a sua empresa pode obter prejuízos, sem sofrer grandes impactos, e estipulando um valor abaixo como limite de crédito.

4. Automatizar a gestão de risco de crédito

A automação da análise captura e filtra todos os dados referentes ao histórico e reputação do cliente no mercado. Todas as informações são cruzadas com as exigências definidas na política de crédito da empresa. Assim, o próprio sistema consegue avaliar e definir se o crédito será, ou não, disponibilizado, gerando muito mais segurança e agilidade. 

5. Compreender os riscos

As ameaças são pertinentes a toda transação comercial, por isso, é essencial compreender o risco de crédito que impacta seu negócio. Esse procedimento passa por uma análise que assegura a avaliação de todas as informações disponíveis. 

Sem isso, é praticamente impossível saber se as reservas de capital refletem os riscos ou se aquelas relacionadas a empréstimos são capazes de cobrir as perdas no curto prazo, tornando o empreendimento mais protegido.

6. Conhecer os 5 C’s

Existem alguns valores conhecidos dentro dos departamentos especializados em cobrança, os quais devem ser levados em consideração na hora de analisar os riscos da negociação. São os chamados 5 C’s do crédito, que podem ser determinados por:

Caráter

Relaciona-se ao histórico financeiro do cliente e sua reputação no mercado. Geralmente, são analisadas as transações efetivadas no passado;

Capacidade

Se refere às condições que a organização solicitante do crédito dispõe para quitar a dívida; 

Capital

Diz respeito ao patrimônio líquido da empresa-cliente e seus sócios. Abrange tudo que compõe o inventário do solicitante do crédito;

Colateral

Inclui as garantias dadas em troca do crédito. Como os equipamentos da empresa, imóveis, ativos, entre outros. 

Em relação aos imóveis, a certidão de Matrícula de Imóvel é necessária para garantir que os mesmos estejam dentro da lei e que cumpram os requisitos de determinadas linhas de garantia;

Condições 

Tem como princípio a situação financeira atual do cliente, assim como suas perspectivas e potencial para crescimento ou declínio.

Podemos dizer que o ponto de partida para uma tomada de decisão mais segura, é considerar cada uma dessas variáveis no processo de concessão de crédito.

Como você pôde perceber, a gestão de risco de crédito é fundamental para o sucesso nas negociações, pois têm o papel de assegurar sua estabilidade e regularidade financeira, além de permitir o fechamento de bons negócios para sua empresa.

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Deixe um comentário:

  1. jose evaristo disse:

    Boa tarde prezados;
    Neste momento mudei-me de área, mais concretamente área de risco de crédito. Preciso do vosso apoio para me apoiar no enquadramento da nova área.

    Att

    1. Docket Brasil disse:

      Boa tarde, José, agradecemos seu contato. Atualmente só trabalhamos com pessoa jurídica, mas sugerimos que realize seu cadastro no site para que nossos especialistas entrem em contato. Você também pode conferir mais informações neste link: https://blog.docket.com.br/a-tecnologia-como-solucao-para-o-gerenciamento-de-risco-no-setor-financeiro/

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