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Written by 08:00 Agronegócio

Índice de Preços ao Produtor: O que esperar após o terceiro recuo consecutivo em janeiro

Deflação acumulada de 5,56% foi puxada principalmente pela Indústria de Transformação

O Índice de Preços ao Produtor mostrou um novo recuo em janeiro, de 0,31%, puxado principalmente pela indústria de transformação. As indústrias extrativas, por sua vez, mostraram  uma tendência mais inflacionária, sendo responsáveis por alguns dos principais segmentos de aumento de preços. 

Embora possuam algumas exceções notáveis, elementos da indústria de base também desempenharam papel fundamental para que o recuo do IPP não fosse mais intenso. Apesar da tendência de queda dos preços, a expectativa é de que o indicador mude de direção nos próximos meses, puxado pela tendência de expansão do setor industrial.

Acompanhe a análise a seguir. 

Análise Detalhada do IPP em janeiro

O impacto da indústria de transformação

Em janeiro, observou-se uma diminuição de 0,31% no Índice de Preços ao Produtor (IPP), marcando a terceira deflação seguida deste indicador. Esse desempenho leva o IPP a um declínio acumulado de 5,56% ao longo dos últimos doze meses.

A tendência de baixa no IPP é majoritariamente atribuída ao setor da Indústria de Transformação, que registrou uma contração de 0,57% em janeiro. Este setor registrou uma redução de 6,05% em seu índice acumulado durante os últimos doze meses.

Índice de Preços ao Produtor

O Contraste das Indústrias Extrativas

Em contraste, as indústrias extrativas apresentaram um aumento significativo de 4,64% em janeiro, contribuindo para um crescimento acumulado de 4,17% em comparação ao ano anterior. Esse setor mostra uma dinâmica diferente, com uma tendência mais inflacionária que merece atenção.

Principais Segmentos da Indústria

Observando as movimentações dos preços dos setores da indústria, observa-se que:

  • Fabricação de coque e derivados do petróleo: este segmento viu a maior queda, com 4,77% em janeiro, acumulando uma deflação de 18,26% em doze meses.
  • Produtos de minerais não metálicos e metalurgia: ambos os setores registraram inflação em janeiro, com aumentos de 1,23% e 1,14%, respectivamente, mostrando uma resistência à tendência de queda geral.
  • Fabricação de outros produtos de transporte: apresentou o avanço mais expressivo de 0,65% em janeiro, embora tenha registrado uma queda de 1,76% nos últimos doze meses.

Expectativas para o IPP em 2024

O expressivo recuo do IPP ao longo de 2023 está associado ao desempenho modesto da produção industrial, a qual variou apenas 0,2% no acumulado do ano, associado à normalização das cadeias globais de produção. 

Índice de Preços ao Produtor

A expectativa é de que, com a retomada do setor em 2024, impulsionada principalmente pelas menores taxas de juros e expansão do crédito, o indicador também passe a registrar uma maior inflação.

Nesse sentido, elementos da indústria de base devem ser os primeiros afetados pelo crescimento da produção industrial, o que já pôde ser observado na leitura de janeiro, ainda que de maneira moderada. 

Para complementar a análise do Índice de Preços ao Produtor (IPP) e suas implicações para a indústria de transformação, saiba o que esperar do IGP-DI para 2024? no blog da Docket. Este artigo oferece uma visão aprofundada sobre as tendências de preços e como elas podem influenciar diversos setores econômicos.

Embora a “Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis” tenha provocado o maior recuo do indicador, praticamente todos os outros elementos da indústria de base tiveram uma variação positiva dos preços, o que pode sugerir o início de uma tendência de expansão da produção industrial.

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