IPO Oferta Pública Inicial: O que é e Tendências para 2021

14/01/2021
Leitura em: 11 minutos

Se já ouviu falar sobre IPO, e se pergunta o que é, a sua resposta está aqui. Este artigo tem como objetivo explicar o significado deste tema tão fundamental na economia, trazendo também respostas imprescindíveis para quem quer investir, mas, especialmente, para quem busca abrir sua empresa para ofertas na bolsa.

IPO é a sigla para Initial Public Offering ou, em português, “Oferta Pública Inicial”, que tem por finalidade a abertura de capital de uma empresa em estágio avançado. Em outras palavras, a oferta pública inicial de ações IPO acontece quando determinada empresa tem a oportunidade de ofertar suas ações na bolsa de valores e, por outro lado, abre suas portas para a entrada de novos sócios.

Mas o que é IPO na bolsa de valores?

Agora que você já sabe que o IPO é a oferta pública inicial, é hora de saber seus objetivos e normas, pois seus conceitos vão muito além de simplesmente vender ações e receber sócios.

De acordo com a legislação brasileira, uma empresa de capital aberto pode negociar de forma pública:

  • Valores mobiliários;
  • Ações;
  • Títulos de créditos que representem notas promissórias ou empréstimos (debêntures).

Ao considerar que títulos de créditos podem ser negociados, pode-se entender que um dos objetivos de uma empresa buscar a oferta pública inicial IPO é o acesso a recursos e capital, trocando parte dos resultados da empresa por dinheiro através da emissão de ações para investidores, recebendo valores capazes de garantir os investimentos para o crescimento da empresa. No entanto, os benefícios vão muito além:

  • Liquidez para os empreendedores;
  • O IPO não possui prazo de vencimento ou previsão de retorno;
  • Maior liberdade nas operações;
  • Rentabilidade;
  • Acesso a capital;
  • Viabiliza o desenvolvimento de projetos;
  • Mais amplitude no crescimento de inversão;  
  • Vantagem competitiva;
  • Credibilidade e reconhecimento público;

Desta forma, as ações da empresa são uma moeda de troca e surge a possibilidade de mais recursos para investir em projetos, como o lançamento de novos serviços ou produtos ou investir nos melhores profissionais para a equipe de performance.

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Como entrar num IPO

Para uma empresa entrar para a Oferta Pública, é necessário que tenha faturamento anual de até R$500 milhões no ano anterior ao IPO ou com um valor de mercado abaixo de R$700 milhões.

Embora não haja um valor de faturamento mínimo estabelecido, dificilmente há espaço para emissões inferiores a R$ 20 milhões, já que o valor pode significar até 50% da venda de uma companhia de pequeno porte.

Para uma empresa entrar no IPO, é preciso seguir um checklist caro, demorado, burocrático e, principalmente, desafiador.

A realização do IPO é um processo complexo e burocrático que pode levar cerca de um ano para acontecer.

Recomenda-se que a empresa eleja um intermediário financeiro e uma equipe aptos a colaborar nesta transação:

  1. Planejamento e Roadshow: este primeiro passo é importante para assegurar a regularidade da empresa, assim como evitar riscos e imprevistos. É o momento de “ordenar a casa”, ou seja, resgatar, analisar, auditar e organizar todas as informações, documentos e certidões referentes à empresa. Para isso, é fundamental designar uma equipe constituída por auditores, contadores, advogados, banqueiros de investimento, intermediadores e especialistas da Comissão de Valores Mobiliários, CVM. Desta forma de maneira a precaver-se do risco de imprevistos.
  2. Registro e listagem na Comissão de Valores Mobiliários: um dos objetivos desta etapa é informar ao mercado sobre a possível abertura de capital, listando as ações da empresa que serão disponibilizadas para negócios na bolsa de valores. 
  3. Lançamento do prospecto: o prospecto é como um cronograma que detalha a oferta de  ações, incluindo o histórico operacional da empresa, seus resultados anteriores e toda a sua jornada até o IPO
  4. Auditoria: auditoria e análises dos dados financeiros e contábeis da organização para os contratos transacionais de capital fechado para aberto.
  5. Período de reserva: informa os preços e número de ações que serão disponibilizados para investimento. Deve ser encaminhado aos interessados, seja pessoa física ou institucional. A empresa também pode sondar quem são os interessados e sua valorização no mercado. 
  6. Bookbuilding: o próximo passo consiste em catalogar a relação entre investidores interessados e os valores de captação estimados pela empresa para calcular o preço das ações que será divulgado na estreia na bolsa de valores. O preço pode ser considerado subprecificado ou superprecificado. Subprecificar as ofertas dos papéis é uma estratégia comum para atrair mais investidores, fazendo com que as ações se valorizem logo no primeiro dia.
  7. Dia D: a famosa expressão remete ao dia em que, finalmente, as ações começam a ser comercializadas no pregão. Os resultados indicam como está sendo a recepção no mercado, com cotações que podem subir ou cair.

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Tendências e quatro empresas que podem entrar no IPO em 2021

Com a baixa dos juros, acredita-se que os IPOs se tornarão uma forte tendência no setor financeiro. 

Os conceitos mais buscados pelos investidores tendem a incorporar o ESG (Environmental, Social and Corporate Governance, em português, ASG, sigla para Ambiental, Social e Governança), ou seja, questões relacionadas ao meio-ambiente, sociais e governança tornam-se critérios de análises ademais das tradicionais métricas, com o objetivo de obter uma avaliação mais holística sobre a empresa. Aliás, o ESG tornou-se uma das tendências mais exigidas pelos investidores desde o início do surto de COVID-19.

Outra tendência que se destaca é aumento no volume de investidores, com oportunidades de investimentos mais baratos e a educação financeira, que possibilita que estes investidores busquem independência das agências de investimento e corretoras.

Por outro lado, as expectativas são de que seja o ano 2021 dos IPOs, com um número significativo de novas empresas dos mais distintos segmentos entrando na bolsa de valores:

  • Wine: comercialização de vinhos nacionais e internacionais por e-commerce, B2B e o maior clube de assinaturas do mundo, composto por mais de 200 mil assinantes. 
  • Méliuz: opera atualmente com mais de 1600 lojas parceiras através de cupons de desconto e cashback para compras online, com estilo de startup e uma base de mais de 2 milhões de clientes.
  • Açú Petróleo: localizada no porto de Açú, no interior do Rio de Janeiro, a empresa surgiu a partir da parceria entre a Prumo Logística e a alemã Oiltanking, pretende movimentar até 1,2 milhão de barris por dia.
  • Enjoei: concorrente da OLX, esta plataforma de comércio colaborativo conta com receita de R$ 29,6 milhões de reais e crescimento de 60% no último ano.

Os Desafios

No início de 2020, as expectativas do Ibovespa (Índice da bolsa de valores de São Paulo, o principal do Brasil) eram extremamente otimistas, especialmente porque o mês de janeiro se encerrou com recorde histórico de mais de 119 mil pontos.

Mas a pandemia não estava no radar e deixou analistas, investidores e profissionais do mercado sem chão: nos piores momentos, a bolsa chegou a acumular quedas de até 45%, forçando as chamadas “circuit breaker” (quebras de circuito), ou seja, interrupções por diversas vezes.  

No entanto, foi possível fechar o ano com saldo positivo, o que devolveu um pouco de otimismo ao setor financeiro. Mesmo assim, o cenário atual é de incerteza.

Não se sabe até quando os juros se manterão tão baixos no país. De acordo com o economista José Alexandre Scheinkman, o mercado local depende de recursos internos, mas o investimento externo será fundamental para manter o fluxo da economia e de financiamentos de projetos.

Outros pontos de instabilidade são a segurança jurídica e a complexidade dos impostos, que demandam uma reforma, afirma Scheinkman. 

Se o cronograma de tarefas a realizar para que uma empresa possa entrar no IPO já parece um desafio, ainda mais complicado é a organização da relação documental demandada para a operação, que envolve uma série de auditorias e diligências:

  • Legal Due Diligence: aborda todos os aspectos do emissor ou ofertante para o detalhamento do prospecto e do formulário de referência, com a finalidade de assegurar a transparência durante todo o decorrer do IPO.
  • Contrato de Distribuição: Os assessores legais dos Coordenadores da Oferta elaboram as minutas de documentos, como o contrato de distribuição, as obrigações entre as partes, cláusula indenizatória, evitando riscos de violação contratual ou legal relativa ao IPO.
  • Prospecto: assegura aos investidores sobre a oferta, com dados como advertências, considerações, informações sobre oferta, valores mobiliários, direitos, bem como a situação econômica, financeira e patrimonial da companhia emissora, entre outros. 

E uma série de outras documentações que tornam a oferta pública inicial em um processo caro e demorado.

Diante deste cenário, a Docket investe em tecnologia capaz de colaborar com diversos mercados, em busca de otimizar a competitividade e beneficiar a saúde econômica do Brasil, trazendo mais celeridade aos processos burocráticos inerentes ao IPO e auxiliando na com:

  • Regularização Fiscal (CNDs);
  • Due Diligence;
  • Certidão de Distribuição (Cíveis, Fiscais);
  • Matrícula;
  • Escritura do imóvel ou terreno,
  • IPTU; 
  • CNDs; 
  • Certidões de Distribuição e,
  • Todas as demandas das operações que envolvem as IPOs.

Shopping de documentos: capaz de resgatar mais de 200 tipos de documentos e certidões em todo o Brasil, com utilização simples e funcional, dashboard e a geração de relatórios completos, que permitem controle total do fluxo de documentos.

R.E.A: desenvolvida pelo laboratório de Inteligência Artificial da Docket, a R.E.A. pré-analisa documentos de forma rápida, segura e eficiente.

Essenciais para operações financeiras em grandes empresas, as informações contidas em documentos são fundamentais para as decisões estratégicas em diversos departamentos, além de evitar riscos como perda de informações, atrasos nos prazos ou, extravio de dados.

O investimento em tecnologia é fundamental para qualquer empresa que busque realizar seus processos com mais agilidade, eficiência e otimização do custo-benefício.

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Sobre a Docket

Somos uma startup que realiza a busca, gestão e pré-análise de documentos e certidões. Com tecnologia avançada e inovadora, otimizamos os processos jurídicos de empresas de vários segmentos. Atuamos como facilitadores para nossos clientes, pois reduzimos o custo e o prazo com demandas de documentação de todo o Brasil.

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