Nova queda da Taxa Selic gera perspectivas positivas para o mercado

01/02/2024
Leitura em: 5 minutos
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Quinto corte seguido da Taxa Selic gera expectativas positivas para a economia. Leia a nossa análise!

A Taxa Selic começou 2024 em 11,75% ao ano. Depois de 5 quedas seguidas em 2023, a reunião do Copom deste mês derrubou a taxa em mais 0,5%, caindo para 11,25% ao ano.

Atualmente, este é o menor patamar registrado pela Selic desde março de 2022. Esse foi o período em que os juros brasileiros estavam em tendência de alta, em virtude dos altos índices de inflação. Esse foi o quinto corte desde agosto, quando o Banco Central interrompeu o ciclo de aperto monetário.

Saiba mais dessas mudanças neste post!

Expectativas dos impactos da nova queda da Taxa Selic na economia

Com os recentes cortes nas taxas de juros, espera-se que a expansão de crédito comece a impactar a economia brasileira. Isso pode provocar uma aceleração no nível de atividade, que demonstrou certa instabilidade nos meses anteriores.

Ao reduzir a Taxa Selic, a tendência é de um barateamento do crédito. Isso gera um incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

A expectativa é de que os principais setores econômicos, como indústria, varejo e serviços, apresentem um maior ritmo de crescimento ao longo de 2024. Isso ocorre tendo em vista o tempo necessário para que os cortes na Selic passem a influenciar o crédito fornecido às empresas.

As leituras mais recentes dos índices de preços sugerem uma aceleração das pressões inflacionárias. No entanto, o ritmo deve se manter controlado durante o primeiro semestre, permanecendo dentro das metas do Bacen.

Selic e as condições atuais

O atual nível da Taxa Selic representa a continuidade do ciclo de cortes empregado pelo BC, que foi iniciado em agosto de 2023. Nessa época, os juros estavam situados em 13,75%, seu maior valor desde 2017. Esse patamar que foi mantido por doze meses, começando em agosto de 2022.

Embora o atual patamar das taxas de juros ainda seja considerado restritivo —  estando ele muito acima dos níveis observados entre 2018 e 2021, por exemplo — os cortes recentes já começaram a impactar o nível de crédito no Brasil, que demonstrou uma tendência de alta nos últimos meses.

Atualmente, dados mais recentes mostram que o volume de concessões do Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu em 6 dos últimos 7 meses encerrados em novembro de 2023. Isso ocorre com avanço de 3,6% no trimestre móvel encerrado no penúltimo mês do ano. 

O aumento no volume de crédito concedido tem sido puxado tanto pelas pessoas físicas, cujo montante cresceu no 2,7% no último trimestre com dados disponíveis, quanto pelas pessoas jurídicas cuja variação foi de 3,5% nos mesmos termos. 

Perspectivas para a Selic

A próxima decisão da taxa de juros ocorrerá no dia 31 de janeiro. A reunião do Copom, contudo, ocorre ao longo de dois dias, nesse caso, começando no dia 30 de janeiro.

No momento, a expectativa da Análise Econômica é de que o ciclo de cortes da Selic prossiga no ritmo atual pelos próximos meses, até que as taxas de juros cheguem a 9,75%. No ritmo atual, o patamar deve ser atingido na reunião de julho. Até lá, serão mantidos os cortes de 0,50% por reunião, conforme sugeriram as últimas Atas do Copom.

Após esse período, espera-se que o Banco Central opte por pausar os cortes na Selic. Isso acontecerá para verificar os impactos da política monetária menos restritiva na atividade econômica e na inflação.

Qual a nova importância da Taxa Selic?

A Selic é, via de regra, a principal variável responsável pelo nível de investimento no país. Quanto menor o seu patamar, mais facilidade as empresas possuem para adquirir crédito e realizar investimentos.

A decisão de política monetária é realizada a cada quarenta e cinco dias, quando os nove membros do Copom (Comitê de Política Monetária) se reúnem para decidir se deve ocorrer um corte, manutenção ou aumento das taxas de juros. 

Após a reunião, o Banco Central também divulga um documento conhecido como Ata do Copom, que contextualiza a decisão tomada pelo grupo, além de poder fornecer indicativos dos próximos passos da política monetária.

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