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Como a queda na Selic antecipa o comportamento do mercado em 2024?

Como a queda na Selic antecipa o comportamento do mercado em 2024?
Depois de anos acima da média e estável, queda da Selic pelo Banco Central abre margem para uma maior estabilidade na taxa de juros e boas oportunidades de negócio

Queda da Selic abre margem para maior estabilidade na taxa de juros e boas oportunidades de negócio. Saiba mais!

A Selic é a taxa de juros de referência no Brasil. Ela é utilizada pelo Banco Central como um instrumento para conter a demanda e, assim, reduzir a inflação.

O país assumiu a dianteira no processo de alta de juros em 2021. Com isso, conseguiu lidar com os problemas inflacionários que afetaram o mundo no ano seguinte. 

Chegamos ao final de 2023 com um cenário distinto daquele visto há dois anos. A Selic está em trajetória de queda e deve continuar assim em 2024. Acompanhe nossa análise a seguir. 

Como foi o comportamento da Selic em 2023?

A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) tomou a decisão de reduzir a Selic para 11,75% ao ano. A decisão seguiu a expectativa da maior parte do mercado, como visto pela mediana apresentada no Boletim Focus do Banco Central. 

Iniciamos o ano com uma taxa de juros considerada elevada, no patamar de 13,75% ao ano. Com isso, chegamos ao fim de 2023 com 2 pontos porcentuais abaixo. No entanto, o patamar ainda é considerado elevado em comparação às taxas de juros ao redor do mundo.

Mas há perspectivas de novas reduções ao longo de 2024. O processo só não foi acelerado, em função de riscos externos apontados pelo Copom em seus comunicados e atas. 

Quais são as razões por trás desse comportamento da Selic?

O Banco Central do Brasil assumiu a dianteira em comparação a outros bancos centrais quando optou por elevar a taxa básica de juros. O aumento foi no patamar de 2% ao ano em março de 2021, o menor nível na história do país. Foram 12 altas consecutivas até agosto de 2022, quando a Selic atingiu o patamar de 13,75%

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida. Os reflexos dos juros altos são sentidos nos preços, pois encarecem o crédito e estimulam a poupança. Nesse sentido, taxas mais altas também tendem a dificultar o crescimento da economia via consumo.

Ao iniciar o processo de alta dos juros, em março de 2021, o Índice Oficial de Preços (IPCA) acumulava alta de 6,1% em 12 meses, acima do teto da meta do Banco Central. Ao final de 2021, o índice registrou variação de 10,1% em 12 meses. 

Foi somente a partir de maio de 2022 que o índice acumulado em 12 meses começou a registrar trajetória de queda. Com isso, abriu espaço para a redução da Selic.

O Copom optou por manter a Selic em 13,75% até agosto de 2023 em função de riscos externos. Neles, se destacam:

O que podemos esperar para 2024?

Apesar da queda da Selic ao longo do segundo semestre de 2023, a taxa de juros continua em terreno contracionista. Além do atual patamar da taxa de juros, que ainda está elevado em termos nominais, a recente redução da inflação doméstica tem ampliado os ganhos reais daqueles que investem em títulos de renda fixa.

De acordo com o Boletim Focus, é esperada uma taxa de 9,25% ao final de 2024 com uma inflação medida pelo IPCA de 3,23%. Trata-se de uma diferença de aproximadamente 6 pontos porcentuais entre a Selic e a inflação e que pode continuar como um importante estímulo para os investidores de renda fixa.

A próxima reunião do Copom ocorrerá nos dias 30 e 31 de janeiro de 2024 e deve trazer mais um corte de 0,50% na taxa básica de juros do país. O comunicado e a ata da última reunião de 2023 preveem mais cortes de 0,50% nas duas próximas reuniões do Copom em 2024.

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