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Indústria brasileira buscou fôlego na reta final do ano

Indústria brasileira buscou fôlego na reta final do ano

Indústria brasileira apresenta variação nula ao final de 2023, mas abre margem para uma recuperação pré-pandemia neste ano. Saiba mais!

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A indústria brasileira está em busca de fôlego e crescimento. A tarefa não tem sido fácil, mas é possível que o setor tenha chegado ao fim de 2023 com números positivos, ainda que de forma muito modesta.

Diante disso, vamos repercutir os últimos números da pesquisa industrial mensal e entender qual setor cresceu e qual perdeu tração,  além do recorte por região.

Acompanhe a análise a seguir. 

Overview da indústria brasileira

O índice de produção da indústria brasileira avançou 0,5% em novembro de 2023 frente a outubro. O indicador, porém, mostrou variação nula no acumulado de 12 meses. Essa foi a quarta taxa positiva do indicador, que havia variado 0,1% em outubro e setembro e 0,2% em agosto.

Contudo, sob a ótica do índice acumulado entre janeiro e novembro de 2023, a variação foi positiva em 0,1%. Apesar do desempenho positivo em novembro, o dado ainda não é suficiente para recolocar a indústria no patamar registrado antes da pandemia. 

A produção da indústria brasileira ainda se encontra 0,9% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,6% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011

Produção industrial por setor

Entre as quatro grandes categorias econômicas, duas tiveram alta em novembro: bens de consumo semiduráveis e não-duráveis (+0,2%) e bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (+1,6%). As demais categorias tiveram quedas de -1,7% (bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos) e -3,3% (bens de consumo duráveis).

Do ponto de vista dos ramos industriais, destaque para o crescimento das indústrias extrativas (+3,4%) e produtos alimentícios (+2,8%). No geral, 13 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram crescimento na produção de outubro para novembro de 2023. 

Produção industrial por região

Já entre as localidades, nove das quinze regiões pesquisadas pelo IBGE apresentaram crescimento no mês de novembro, com destaque para Paraná (5,4%) e Espírito Santo (4,3%), enquanto as maiores quedas vieram de Pernambuco (-9,7%) e Amazonas (-4,2%).

No quadro a seguir, é possível observar o comportamento de todas as regiões, ordenadas pela variação (da maior para a menor) no mês de novembro de 2023 em comparação com o mês anterior.

Resultados Regionais da Indústria ( Novembro de 2023)
LocaisNovembro 2023/ Outubro 2023* (%)Acumulado Janeiro-Novembro (%)
Paraná5,44,2
Espírito Santo4,39,4
Rio de Janeiro3,74,4
Goiás3,34,9
Bahia2,7-2,4
Minas Gerais2,53,2
Ceará2-5,8
São Paulo1,9-1,4
Pará1,74,5
Santa Catarina-0,7-1,7
Região Nordeste-1,2-4,0
Mato Grosso-1,55,4
Rio Grande do Sul-2,9-4,4
Amazonas-4,22,4
Pernambuco-9,70,9
Maranhão-3,4
Rio Grande do Norte12,2
Mato Grosso do Sul-0,2
Brasil0,50,1
Fonte: IBGE

Os dados evidenciam um desempenho desigual do setor industrial do ponto de vista regional. Há um melhor desempenho nas unidades federativas do sudeste e estados circunvizinhos, enquanto os extremos do norte, nordeste e sul tiveram um desempenho inferior.

Com base nesses dados, nossa leitura é de que a reta final do ano trouxe um desempenho melhor para setores ligados à renda e aos estados mais industrializados. Esses segmentos e regiões podem ser o vetor de crescimento da indústria geral no início de 2024. 

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