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Written by 10:52 Agronegócio

5º levantamento da Conab apresenta queda na produção de grãos

5º levantamento da Conab apresenta queda na produção de grãos

O 5º Levantamento de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicou uma queda na produção de grãos. Veja mais na nossa análise!

Esse material é um conjunto de pesquisas e análises que monitora periodicamente a produção agrícola brasileira. O destaque fica para um olhar mais específico na produção de grãos.

O levantamento também inclui estimativas sobre áreas plantadas, produtividade e produção dos principais grãos cultivados no país, que são:

  • soja;
  • milho;
  • arroz;
  • e trigo.

No último relatório divulgado, a Conab registrou uma queda na produção de grãos. O destaque ficou para a soja, milho e feijão. Essa redução na projeção é consequência das condições climáticas adversas. Veja mais detalhes a seguir.

Como está a produção de grãos?

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2023/24 indica uma produção total estimada em 299,8 milhões de toneladas. O novo número marca uma redução de 6,3% em relação à safra anterior. Esta queda de 20,1 milhões de toneladas é atribuída principalmente às condições climáticas adversas, que afetaram culturas chave como soja e milho desde o plantio. 

A nova projeção também marca uma continuidade do movimento de recuo nas expectativas de safra frente aos levantamentos anteriores. O quarto relatório produzido pela Conab, por exemplo, sugeria uma produção de 306,4 milhões de toneladas para a safra de 2023/2024. Esse valor é 2,2% superior ao estimado atualmente.

No entanto, o recuo no plantio não seja generalizado entre todos os tipos de grãos. Alguns deles, inclusive, projetam um aumento nos próximos meses. Porém, o contexto deve ser desfavorável para as principais commodities agrícolas do Brasil, como a soja.

5º levantamento da Conab apresenta queda na produção de grãos

Quais são os principais elementos para a queda na produção de grãos?

O comportamento climático nas principais regiões produtoras, sobretudo para soja e milho primeira safra, afetou negativamente as lavouras, desde o plantio. 

Para a soja, principal cultura semeada no período, existem 3 fatores que resultou na quebra da produtividade:

  1. Atraso do início das chuvas;
  2. Chuvas irregulares e mal distribuídas;
  3. Registros de períodos veranicos superiores a 20 dias e acompanhado por altas temperaturas.

As maiores perdas são observadas nos plantios de soja precoce e nas áreas dos primeiros plantios realizados entre setembro e meados de outubro. Nesse caso, a estimativa atual é de 149,4 milhões de toneladas, uma redução de 3,4% em relação à safra anterior.

Embora o prejuízo da soja seja o principal destaque em virtude de seu papel como principal commodity agrícola brasileira, o maior prejudicado na atual safra deve ser o milho, que está projetado para sofrer uma redução de 13,8% em relação ao ano anterior. O feijão, por sua vez, também deve observar uma queda na produtividade, ainda que em menor grau, de 2,1%.

Por outro lado, o arroz deve apresentar um avanço expressivo em sua produção, de 7,6%. Isso ocorre em função do incentivo vindo pelo avanço significativo dos preços e pelo excesso de chuva em algumas das principais regiões de plantio.

Vemos algo similar com a produção do algodão. O preço também demonstra uma tendência de alta nas últimas semanas. No entanto, trata-se de uma quantidade recorde na série histórica da Conab, que chegou a 3,3 milhões de toneladas de pluma.

O que esperar da Safra para 2024?

Até o momento, a tendência é de que as estimativas da produção de grãos sigam em queda ao longo dos próximos levantamentos. Isso ocorre, principalmente, em virtude do clima desfavorável provocado pelo El Ñino.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de desenvolvimento da La Ñina no segundo semestre de 2024 contribui para o aprofundamento das perspectivas pessimistas.

Nesse cenário, o enfraquecimento da demanda chinesa por soja tem exercido pressão adicional sobre os preços no mercado internacional. Em função desse problema, já foi registrada queda de 8,7% desde o fim de 2023.

Com a possível continuidade do processo de desaceleração da China, a expectativa é de que não ocorra uma retomada nos preços da commodity ao longo das próximas semanas.

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